Operacao Dark Side chega a Jundiai

IC News Date: 
04-Sep-2015
Media Type: 
Television
Online (website)
Audience Scope: 
Within region (multi-state)

Dois policiais acusados de tráfico internacional de drogas, entre outros crimes, foram condenados pelo juiz substituto da 1ª Vara Federal em Jundiaí (SP), Marcos Torres. As penas variam entre 26 e 17 anos de prisão. Os dois foram os novos indiciados na chamada “Operação Dark Side”, deflagrada pela Polícia Federal, e é um novo rumo que investiga agora a corrupção em toda a Aglomeração Urbana de Jundiaí.

De acordo com informações da Justiça Federal, um policial foi condenado pelos crimes de tráfico internacional, associação internacional para o tráfico, peculato e corrupção passiva a 26 anos, 11 meses e 19 dias de prisão. O outro policiai foi condenado pelos crimes de tráfico internacional, corrupção passiva, falso testemunho e peculato a 17 anos, sete meses e seis dias de prisão. Todos os réus foram condenados ao regime fechado.

A “Operação Dark Side” investigou e prendeu policiais civis lotados, em sua maior parte, no Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) de São Paulo, agora o foco é no interior do Estado de São Paulo, mais precisamente em Jundia . Eles e os comparsas aplicavam o chamado “golpe da puxada” em traficantes internacionais.

Os policiais faziam-se passar por pessoas com alto poder aquisitivo, até mesmo como empresários, dizendo-se interessados na compra de grande quantidade de entorpecente. Após várias tratativas e demonstrando condições para realizar a compra da droga, ganhavam a confiança dos traficantes e, quando a droga chegava ou era localizada, eles revelavam suas identidades. Para deixar de prender as pessoas, exigiam grande quantia em dinheiro ou ficavam com parte da droga (apreendiam pequena parte apenas para lavrar o flagrante) e dividiam o produto do golpe.

Ainda segundo a Justiça Federal, a sentença envolveu outros policiais que não foram presos em flagrante delito, mas a sentença concluiu que os réus tiveram participação relevante nos fatos. As identidades dos réus não foram divulgadas porque os processos correm em sigilo.

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